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Resumo Português: Orações Coordenadas — Aditivas, Adversativas, Alternativas, Conclusivas, Explicativas

As orações coordenadas são independentes entre si, ou seja, cada oração tem sentido completo e não depende sintaticamente de outra. Quando há um conectivo (conjunção) unindo essas orações, temos a chamada oração coordenada sindética, e ela pode assumir diferentes sentidos de acordo com o tipo de conjunção utilizada.

Neste resumo, você verá os cinco tipos de orações coordenadas sindéticas — aditivas, adversativas, alternativas, conclusivas e explicativas —, com definições práticas, conjunções comuns, distinções fundamentais e questões comentadas.

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➕ Orações Coordenadas Aditivas

Ideia principal: somam uma ação ou informação à anterior.

Conjunções mais comuns: e, nem, mas também, mas ainda, não só… como também.

Exemplo: Estudou com dedicação e passou no concurso.

➖ Orações Coordenadas Adversativas

Ideia principal: estabelecem oposição ou contraste com a oração anterior.

Conjunções mais comuns: mas, porém, contudo, todavia, entretanto, no entanto.

Exemplo: Estava cansado, mas continuou estudando.

🔀 Orações Coordenadas Alternativas

Ideia principal: indicam alternância ou escolha entre ações.

Conjunções mais comuns: ou, ou… ou, ora… ora, já… já, quer… quer.

Exemplo: Ou você estuda agora, ou terá que correr depois.

✅ Orações Coordenadas Conclusivas

Ideia principal: exprimem uma conclusão ou resultado em relação à oração anterior.

Conjunções mais comuns: logo, portanto, por isso, assim, pois (deslocado, depois do verbo).

Exemplo: Ele se esforçou bastante, portanto merece a aprovação.

💬 Orações Coordenadas Explicativas

Ideia principal: justificam ou explicam a oração anterior, geralmente uma ordem, um pedido ou uma opinião.

Conjunções mais comuns: porque, que, pois (no início, antes do verbo).

Exemplo: Estude com atenção, porque a prova está próxima.

🔍 “Pois” Explicativo versus “Pois” Conclusivo

O “pois” é a única conjunção que muda de valor conforme a posição na frase — por isso é um dos pontos mais cobrados sobre orações coordenadas.

  • Pois explicativo: vem no início da oração, logo depois da vírgula, antes do verbo.
  • Pois conclusivo: vem deslocado para dentro da oração, sempre depois do verbo (nunca a abre).

Exemplo comparativo:

  • Não saia, pois está chovendo. — explicativo: “pois” abre a oração, antes do verbo “está”.
  • Não estudou; não passará, pois, no concurso. — conclusivo: “pois” vem depois do verbo “passará”, isolado por vírgulas.

📋 Resumo Comparativo das Conjunções Coordenativas

  • Aditiva: soma — e, nem, mas também.
  • Adversativa: oposição — mas, porém, todavia.
  • Alternativa: escolha — ou… ou, ora… ora.
  • Conclusiva: resultado — portanto, logo, pois (depois do verbo).
  • Explicativa: motivo — porque, que, pois (antes do verbo).

Essas conjunções são muito cobradas em questões de interpretação e reescrita de frases. Um bom exercício é comparar causa e consequência na mesma ideia, só trocando a conjunção:

  • Ele não estudou, por isso não passou. — conclusiva (parte da causa para a consequência).
  • Ele não passou, pois não estudou. — explicativa (“pois” abre a oração, antes do verbo “estudou”).

🧠 Erros Clássicos em Prova

1. Errar a posição do “pois”. É o erro mais comum: classificar “pois” como conclusivo só porque a frase fala de causa e efeito, sem checar a posição. A regra é mecânica — antes do verbo, explicativo; depois do verbo, conclusivo — e vale mesmo quando o sentido geral da frase parece o mesmo nos dois casos.

2. Tratar “mas também” como adversativa só porque tem “mas”. Em “não só… como também” e “mas também”, a partícula “mas” perdeu o valor de oposição e passa a reforçar uma adição. “Ele não só estudou, mas também revisou tudo” é aditiva, não adversativa — o “mas” aqui está preso a uma locução fixa, não isolado.

3. Não reconhecer o “e” com valor adversativo. Em certos contextos, “e” perde o valor de soma e passa a equivaler a “mas”. Em “Estudou muito e não passou”, “e” liga uma expectativa (estudar muito) a um resultado contrário a ela (não passar) — o valor é adversativo, apesar de a conjunção ser tipicamente aditiva.

4. Confundir oração coordenada explicativa com oração subordinada causal. Ambas podem usar “porque”. Na explicativa, “porque” justifica uma ordem, um pedido ou uma opinião já dita: “Feche a janela, porque está frio” explica por que dar a ordem, não por que a janela deveria fechar sozinha. Na causal, “porque” explica a causa real de um fato: “A porta fechou porque ventou” — o vento é a causa do fechamento.

📝 Questões de Concurso Comentadas

Questão 1

“Na frase ‘A empresa não só reduziu custos, mas também aumentou a produtividade’, a conjunção ‘mas também’ tem valor adversativo.”

Gabarito: ERRADO. “Mas também”, associado a “não só”, forma uma locução aditiva fixa, que reforça a soma de duas ações (reduzir custos e aumentar produtividade), não uma oposição entre elas. Apesar de conter a palavra “mas”, o valor aqui é aditivo, não adversativo.

Questão 2

Assinale a alternativa em que a conjunção destacada tem valor explicativo:

(A) Estudou bastante, portanto foi aprovado.

(B) Não chores, que ainda há tempo de recomeçar.

(C) Estava cansado, mas não desistiu.

(D) Ou você estuda, ou reprova.

(A) incorreta. “Portanto” introduz uma conclusão — valor conclusivo.

(B) correta. “Que” justifica a ordem “não chores” — valor explicativo, equivalente a “pois” no início da oração.

(C) incorreta. “Mas” estabelece oposição — valor adversativo.

(D) incorreta. “Ou” indica escolha entre alternativas — valor alternativo.

Gabarito: (B).

Questão 3

“Na frase ‘Correu muito e não venceu a corrida’, a conjunção ‘e’ mantém seu valor aditivo padrão.”

Gabarito: ERRADO. Aqui “e” liga uma ação (correr muito) a um resultado que contraria a expectativa criada por ela (não vencer) — o valor é adversativo, equivalente a “mas”. Nem toda ocorrência de “e” tem valor de soma; o contexto pode mudar o sentido da conjunção.

Questão 4

Classifique a oração coordenada destacada em cada período:

I. “Feche a porta, que está ventando muito.”

II. “O réu confessou o crime; será, pois, condenado.”

III. “Ou estuda agora, ou corre depois.”

I) Explicativa. “Que” justifica a ordem “feche a porta” — não é a causa de a porta se fechar sozinha, e sim o motivo para dar a ordem.

II) Conclusiva. “Pois” vem depois do verbo “será”, isolado por vírgulas — mesma posição típica do pois conclusivo já vista no exemplo anterior.

III) Alternativa. “Ou… ou” indica escolha entre duas ações excludentes.

Gabarito: I — Explicativa; II — Conclusiva; III — Alternativa.


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📘 Diante de qualquer conjunção coordenativa, não confie só na palavra: cheque a posição (caso do “pois”) e o sentido real da relação entre as orações. “E” e “mas” também podem trocar de papel.

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