A regência nominal trata da relação entre nomes e os termos que os completam. Esses nomes podem ser substantivos, adjetivos ou, em alguns casos, advérbios. Em geral, esse complemento aparece introduzido por preposição, exigida pelo próprio nome. É um tema muito cobrado em concursos, sobretudo em questões de correção gramatical, reescrita e crase.
Neste resumo, você verá a lógica da regência nominal, os nomes que mais aparecem em prova, a diferença em relação à regência verbal e as pegadinhas que mais derrubam candidatos.
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📌 O que é regência nominal?
Regência nominal é a relação de dependência entre um nome e o termo que completa seu sentido. Esse termo costuma vir com preposição obrigatória, escolhida não pelo falante, mas pela construção consagrada da língua.
Na prática, a banca quer saber se você reconhece qual preposição um nome pede e se consegue manter essa estrutura em reescritas, substituições e casos de crase.
Exemplos:
- Tenho dificuldade em Matemática.
- Ele estava favorável à proposta.
- Todos estavam cientes do problema.
📚 Nomes que mais caem em prova
Em concurso, não basta decorar uma lista solta. O ideal é observar qual nome pede qual preposição e como essa exigência aparece dentro da frase.
1. Nomes que costumam pedir a preposição “a”
- favorável a: O parecer foi favorável à medida.
- contrário a: O grupo mostrou-se contrário ao projeto.
- referente a: O documento é referente ao contrato.
- semelhante a: A estrutura é semelhante à anterior.
- acessível a: O conteúdo deve ser acessível ao leitor.
Esse grupo costuma aparecer bastante em questões de crase, porque a preposição a pode se unir ao artigo feminino.
2. Nomes que costumam pedir a preposição “de”
- capaz de: Ela é capaz de resolver a questão.
- incapaz de: O candidato mostrou-se incapaz de justificar a resposta.
- ciente de: Estamos cientes das regras.
- consciente de: Ele estava consciente do risco.
- digno de: Foi uma atitude digna de elogio.
3. Nomes que costumam pedir a preposição “em”
- dificuldade em: Ela tem dificuldade em interpretar textos.
- ênfase em: O curso coloca ênfase em leitura e reescrita.
- especialista em: O professor é especialista em sintaxe.
- bacharel em: Ele é bacharel em Direito.
4. Nomes que costumam pedir a preposição “com”
- compatível com: A conduta não é compatível com o cargo.
- cuidadoso com: Seja cuidadoso com a redação.
- solidário com: Ele foi solidário com os colegas.
5. Casos que admitem mais de uma construção
Alguns nomes variam conforme o sentido ou conforme o tipo de complemento. Nesses casos, a banca costuma cobrar a construção mais consagrada no contexto dado.
- necessário a / para: A medida foi necessária ao serviço. / A medida foi necessária para reorganizar a equipe.
- ansioso por / para: O candidato está ansioso pelo resultado. / Está ansioso para começar.
- interesse em / por: Ele tem interesse em concursos. / Demonstrou interesse por linguística.
🧠 Regência nominal x regência verbal
Na regência verbal, quem exige a preposição é o verbo. Na regência nominal, a exigência parte do nome. A ideia parece simples, mas a banca mistura muito os dois assuntos.
Compare:
- Os servidores obedeceram às normas. → regência verbal
- A obediência às normas é essencial. → regência nominal
- Ela confia no método. → regência verbal
- A confiança no método foi decisiva. → regência nominal
Perceba que, muitas vezes, o campo semântico é o mesmo, mas o núcleo da construção muda. Esse detalhe costuma aparecer em questões de transformação de frase.
🖇 Regência nominal e crase
A relação entre regência nominal e crase é direta. Quando o nome exige a preposição a e o termo seguinte admite artigo feminino a, ocorre a fusão:
- favorável à proposta
- contrário à decisão
- referente à norma
Por isso, muitas questões de crase não se resolvem apenas olhando o termo feminino. Antes, é preciso saber se o nome anterior exige mesmo a preposição “a”.
⚠️ Pegadinhas frequentes em concurso
- Trocar a preposição pedida pelo nome por analogia com um verbo parecido.
- Resolver crase sem verificar a regência do nome que vem antes.
- Generalizar nomes que admitem mais de uma construção, sem observar o contexto.
- Confundir regência nominal com complemento nominal. Nem todo termo preposicionado está ali por regência do nome; a questão depende da relação sintática da frase.
🎯 Dica de prova
Quando encontrar um adjetivo, substantivo ou expressão abstrata, pergunte: esse nome pede alguma preposição? Se a resposta for sim, você provavelmente está diante de um caso de regência nominal.
Em seguida, observe se a banca mexeu na frase para testar preposição, crase ou reescrita. Esses três pontos costumam aparecer juntos.
📘 Dica final para fixar
A melhor forma de estudar regência nominal é associar o nome à preposição em blocos curtos: favorável a, capaz de, dificuldade em, compatível com. Isso ajuda a reconhecer padrões sem decorar listas enormes de forma mecânica.
Se você unir esse estudo ao tema da crase, o rendimento é ainda maior, porque a banca costuma explorar exatamente essa conexão.
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✅ Depois de revisar a regência nominal, vale retomar a regência verbal para comparar a exigência dos nomes e dos verbos. Esse contraste ajuda muito em questões de reescrita, correção e crase.
👉 Na sequência natural do estudo, o próximo tema é crase, justamente porque ela depende, em muitos casos, da regência nominal.
📘 Dominar a regência nominal é perceber que cada nome pede sua construção própria, e esse detalhe muda diretamente a correção da frase e o seu desempenho na prova.
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