Resumo AFO: DCASP – DVP e DFC (noções e leitura)
A Demonstração das Variações Patrimoniais (DVP) e a Demonstração dos Fluxos de Caixa (DFC) completam o conjunto das DCASP. A DVP explica como o Patrimônio Líquido mudou no período; a DFC evidencia como as disponibilidades variaram. Distinguir as duas demonstrações — e o que cada uma revela — é ponto certo em provas de AFO e Contabilidade Pública.
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📈 Demonstração das Variações Patrimoniais (DVP)
A DVP evidencia as variações quantitativas e qualitativas do patrimônio ocorridas durante o exercício, segregando:
- Variações Patrimoniais Aumentativas (VPA): fatos que elevam o PL — tributos, contribuições, transferências recebidas, ganhos com ativos etc.
- Variações Patrimoniais Diminutivas (VPD): fatos que reduzem o PL — pessoal, serviços, depreciação, transferências concedidas, perdas etc.
Resultado Patrimonial do Exercício = VPA – VPD. Se positivo: superávit patrimonial; se negativo: déficit patrimonial. Esse resultado é incorporado ao Patrimônio Líquido no Balanço Patrimonial.
A DVP é elaborada pelo regime de competência e inclui itens que não transitam pelo caixa, como depreciação e constituição de provisões — diferença essencial em relação à DFC.
💧 Demonstração dos Fluxos de Caixa (DFC)
A DFC evidencia as entradas e saídas de caixa e equivalentes de caixa durante o exercício, classificadas em três grupos de atividades:
- Atividades Operacionais: fluxos das operações normais do ente — recebimentos de tributos, pagamentos de pessoal, pagamentos a fornecedores, transferências correntes recebidas e concedidas.
- Atividades de Investimento: aquisição e alienação de ativos de longo prazo — compra e venda de imobilizado, intangíveis e investimentos permanentes.
- Atividades de Financiamento: captação e amortização de empréstimos e financiamentos — contratação de dívida, amortização de principal da dívida pública.
O MCASP exige o método direto para a DFC no setor público — os recebimentos e pagamentos brutos são apresentados explicitamente (diferente do método indireto, que parte do resultado e ajusta itens não caixa).
🔄 DVP x DFC: as diferenças essenciais
- Regime: DVP = competência; DFC = caixa.
- Depreciação: aparece na DVP (VPD) mas não na DFC (não é saída de caixa).
- Resultado: DVP mostra variação do PL; DFC mostra variação das disponibilidades.
- Superávit patrimonial ≠ superávit financeiro — a depreciação e as provisões causam a divergência.
⚠️ Pegadinhas frequentes em concurso
- Depreciação está na DVP, não na DFC — item mais frequente nas questões.
- Setor público usa método direto na DFC — banca frequentemente afirma que o método indireto é obrigatório.
- DVP ≠ DRE do setor privado: a lógica é similar, mas os grupos de contas são diferentes.
- A DFC inclui atividades de financiamento — captação/amortização de dívida aparece aqui, não nas operacionais.
✅ Dica final para a prova
Guarde: DVP = competência, explica variação do PL; DFC = caixa, explica variação das disponibilidades. A depreciação separa as duas: está na DVP, nunca na DFC. No setor público, a DFC obrigatoriamente usa o método direto.
📍 Veja todos os resumos de AFO: dicionariodoconcurseiro.com.br/resumos-de-afo
✅ Artigo anterior: DCASP – Balanço Financeiro e Balanço Patrimonial
👉 Próximo tema: MCASP – estrutura, finalidade e uso em provas
Cada demonstração é uma janela diferente para o mesmo ente público. Você agora sabe ler todas elas!
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