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Resumo Português: Verbos regulares, irregulares, anômalos e defectivos

Dominar os diferentes tipos de verbos é essencial para resolver com segurança as questões de morfologia e sintaxe nos concursos. Neste resumo, vamos analisar os verbos regulares, irregulares, anômalos e defectivos, explicando suas características e destacando exemplos que frequentemente aparecem em provas.

Compreender esses grupos ajuda a interpretar formas verbais, identificar padrões de conjugação e evitar erros comuns nas flexões.

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📌 Verbos Regulares

Verbos regulares são aqueles que seguem os modelos padrão de conjugação da sua respectiva conjugação (-ar, -er, -ir), sem alterar o radical nem as desinências.

Exemplos: estudar, vender, partir

  • Estudar – eu estudo, tu estudas, ele estuda…
  • Vender – eu vendo, tu vendes, ele vende…
  • Partir – eu parto, tu partes, ele parte…

⚠️ Verbos Irregulares

Verbos irregulares sofrem alterações no radical ou nas desinências durante a conjugação, ou em ambos. Essas mudanças não seguem o modelo padrão da conjugação a que pertencem.

Exemplos: fazer, trazer, poder

  • Fazer – eu faço, tu fazes, ele faz…
  • Trazer – eu trago, tu trazes, ele traz…
  • Poder – eu posso, tu podes, ele pode…

⚠️ Essas formas costumam ser exploradas em questões de concurso, especialmente no pretérito perfeito ou no futuro do subjuntivo. Fique atento!

🧬 Verbos Anômalos

Verbos anômalos apresentam alterações radicais tão acentuadas que suas formas fogem totalmente ao modelo de conjugação original. São casos especiais de irregularidade, restritos a ser e ir. Suas formas combinam radicais de origens latinas diferentes — fenômeno chamado supletivismo, não apenas um radical alterado. Por isso recebem classificação à parte, mais extrema que a dos irregulares comuns.

Exemplos clássicos: ser e ir

  • Ser – eu sou, tu és, ele é, nós somos, vós sois, eles são
  • Ir – eu vou, tu vais, ele vai, nós vamos, vós ides, eles vão

📌 Esses verbos são cobrados com frequência por causa das variações extremas em tempos diferentes.

🚫 Verbos Defectivos

Verbos defectivos não possuem todas as formas verbais, geralmente por dificuldade de pronúncia ou por desuso. Assim, faltam algumas conjugações, especialmente em determinadas pessoas do presente do indicativo ou do subjuntivo.

Exemplos: abolir, colorir, reaver

  • Abolir – não se usa “eu abulo” (forma que a conjugação regular exigiria, mas é evitada e considerada inexistente)
  • Colorir – pelo mesmo motivo, não se usa “eu coluro” (forma inexistente)
  • Reaver – só existe nas formas em que o verbo “haver” (do qual deriva) tem a letra v no radical (reavemos/reaveis/reouve, de havemos/haveis/houve); faltam a 1ª, 2ª e 3ª pessoas do singular e a 3ª do plural do presente do indicativo, e por consequência todo o presente do subjuntivo e o imperativo afirmativo

📌 Essas formas costumam ser cobradas em provas objetivas pedindo a identificação de formas válidas ou inválidas.

🧠 Dicas Importantes

  • Verbos anômalos são sempre irregulares, mas nem todo verbo irregular é anômalo.
  • Verbos defectivos não conjugam todas as formas; é importante conhecer as lacunas mais comuns.
  • Verbos regulares servem como base de comparação para os demais.

🎥 Prefere assistir? Veja o resumo completo em vídeo:


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📘 Na hora da prova, compare sempre o exemplo com o padrão regular. Se o radical ou a desinência mudam (fazer, trazer), é irregular. Se a forma não existe em nenhuma pessoa aceitável (abulo, coluro), é defectivo. E “ser”/”ir” seguem sendo o par isolado que foge por completo ao modelo.

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