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Resumo AFO: Suprimento de fundos – requisitos, limites e formalização

Resumo AFO: Suprimento de fundos – requisitos, limites e formalização

Após entender as hipóteses do suprimento de fundos, é essencial conhecer como ele é formalizado, quais são os limites de valor e os requisitos para sua concessão. Esses detalhes são explorados em questões sobre controle interno, execução financeira e responsabilidade do suprido.

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📋 Requisitos para concessão

Para que o suprimento seja concedido, é necessário:

  • Autorização do ordenador de despesas — a concessão depende de ato formal do ordenador da unidade gestora.
  • Designação expressa do servidor suprido — por portaria ou documento equivalente, identificando o servidor e a finalidade.
  • Empenho prévio na dotação adequada — o suprimento é despesa pública e deve ser empenhado antes da entrega dos recursos.
  • Definição do prazo de aplicação e de prestação de contas — ambos devem constar expressamente no ato de concessão.
  • Enquadramento em uma das hipóteses legais — sem hipótese legal, a concessão é irregular.

💰 Limites de valor

No âmbito federal, os limites são definidos por decreto presidencial ou portaria do Ministério da Fazenda. Os critérios gerais:

  • Limite por concessão: valor máximo que pode ser entregue ao servidor em cada suprimento.
  • Limite por compra: cada despesa individual não pode superar o limite de dispensa de licitação previsto em lei para compras de pequeno valor.
  • Os limites variam conforme a natureza da despesa e o porte da unidade orçamentária.

📑 Formalização no SIAFI

No Governo Federal, o suprimento de fundos é operacionalizado no SIAFI por meio de:

  • Emissão de Nota de Empenho (NE) em nome do servidor suprido.
  • Emissão de Ordem Bancária (OB) para crédito na conta especial do suprido (conta corrente vinculada).
  • O suprido movimenta a conta por meio de Cartão de Pagamento do Governo Federal (CPGF) ou saques, conforme regulamentação.

⏱️ Prazos

O ato de concessão deve fixar:

  • Prazo para utilização dos recursos: período durante o qual o servidor pode realizar as despesas.
  • Prazo para prestação de contas: prazo após o término da utilização para que o servidor apresente a documentação e devolva o saldo não utilizado.
  • Ambos os prazos devem estar dentro do mesmo exercício financeiro — em regra, o suprimento não pode transitar entre exercícios.

⚠️ Pegadinhas frequentes em concurso

  • O empenho precede o suprimento — não é dinheiro entregue sem empenho.
  • O suprimento deve estar dentro do mesmo exercício financeiro — banca testa se o candidato sabe que não transita entre exercícios.
  • O limite por compra ≠ limite por concessão — são dois controles distintos.
  • O CPGF é o instrumento de pagamento no governo federal — substituiu os saques em espécie na maioria dos casos.

✅ Dica final para a prova

O suprimento segue o fluxo: autorização do ordenador → empenho → entrega ao suprido (OB/CPGF) → utilização dentro do prazo → prestação de contas e devolução do saldo. Tudo dentro do mesmo exercício. Qualquer desvio desse fluxo é irregularidade.


📍 Veja todos os resumos de AFO: dicionariodoconcurseiro.com.br/resumos-de-afo

✅ Artigo anterior: Suprimento de fundos – conceito e hipóteses de aplicação

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Formalização correta é a primeira linha de defesa contra irregularidades. Você está aprendendo a pensar como gestor público!

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